Do inicio ao I Mulheres Viajantes de RR

O amor por viagem e viajar, é desde pequena, expressada por seus brinquedos e boneca (a Barbie aeromoça). Minha primeira viagem que lembro quase sozinha, mas digo sozinha, sem meus pais, foi aos 12 anos para Fortaleza. Eu fui com a família de amigos e uma prima. Não fui sozinha de fato, mas sair de baixo das asas dos seus pais naquela idade é até que “libertador”, mas  foram 30 dias inesquecíveis.

Daí, para quê? Depois disso qualquer lugar era lugar para ir, era a Venezuela, o sítio do tio e os igarapés dos amigos, tudo era motivo para pegar a estrada. Depois aos 14 anos me mudei de cidade. Dessa vez, sozinha mesmo, de mala e cuia. Aos 14 anos eu estava entrando no avião para ir estudar meu ensino médio em outra cidade, até minha família desembarcar em terras potiguares após três meses. Pegar aquele (avião) sozinha, foi mais desafiador que a primeira vez, que achava estar sozinha, mas no fim só estava sem meus pais.

Em terras potiguares, tudo é motivo para viajar. Conhecer o Rio Grande do Norte de norte a sul e se encantar com suas belezas naturais, quem conhece sabe do que estou falando. Aos 16 anos, fui pra João Pessoa, que fica há duas horas de Natal de ônibus. Uau, sou menor e de ônibus, tudo me trazia paz e um ar de liberdade. Só em poder viajar…

Após três anos volto à BV, nossa! Tenho que sair daqui para qualquer lugar, por ser tudo tão caro e distante, vamos criar rotas alternativas. E o melhor lugar na época era a Venezuela, que nos favorecia. Tenho o prazer de dizer que conheço todos os cantos da Venezuela da Gran Sabana ao Caribe, do Deserto a península, da Amazônia a neve. Que país espetacular! Mas depois daí não ficou só na Venezuela. Sair de Boa Vista até Bogotá, na Colômbia de ônibus, 3 dias interruptos, não para qualquer um, não fui só, mais fui com duas amigas. Pronto, estudar e viajar é o que há!

Ter trabalhado numa companhia aérea me proporcionou ter mais acesso a muitos lugares em determinado tempo e preço que me ajudou a conhecer quase todo Brasil e uma parte da América do Sul. Na minha vida de Mulher Viajante, conheço quase toda a América do Sul, atualmente faltam só o Equador, já que não conto o Suriname e Guiana Francesa (mas devia).

Vou falar para vocês que dessas viagens (98%) foi sozinha, mas confirmo que sempre viajei sozinha, mas nunca me sentir só, pois, as amizades feitas pelo caminho são quase que eternas. Mesmo com essa questão do “medo” palavra que toda mulher ouve ao dizer e até sentir ao planejar uma viagem sozinha, te faz lembrar das possibilidades do perigo, mas que te faz se sentir desafiada e  ir.

De dentro, sai uma vontade desafiadora, que só quem tem um objetivo desbravador vai… Aprender ser destemida das viagens é consequência de quantas viagens você já fez e para onde você fez. Sempre com cuidado de ler e pesquisar sobre tudo que vai querer fazer e sentir e por onde vai passar, torna esses lugares desbravador e aventureiro de maneira responsável ao ponto que você vai perceber de primeiro, que ao voltar, só vai querer mais e mais…

Não importa o que você faz ou que você é, basta querer, acredito que uma das funções sociais de ter criado esse blog é poder ter essa parte nele, que de alguma maneira possam despertar em você Mulher, o desejo de viajar, mas viajar solo e se conhecer, ser você a toda hora e sentir o desafio do autoconhecimento, e que muitas vezes, você vai rir, vai chorar e até sentir faltar, mas vai ser aí que você vai querer sempre partir para se redescobrir em cada estrada ou voo que seguir.

Desse pedacinho de história, eu e mais duas amigas vamos fazer pra você, mulher, o I Mulheres Viajantes de Roraima. Vai ser muito bom poder compartilhar nossas experiências com você e ouvi-la.

Contamos com você!

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