10 aves que você precisa OBSERVAR em Roraima

Quantas aves podem ser vistas em um dia? Pra quem não sabe, dia 5 de maio (amanhã) é o dia do “Global Big Day”  no “grande dia”,  amantes das aves do mundo inteiro, unem-se para uma grande observação de passarinho durantes 24 horas, mas você não precisa se comprometer com todas as 24 horas – apenas uma hora ou até 10 minutos conta – como participação. Visite seu ponto favorito ou procure algum lugar novo e desfrute de um passeio sozinho ou peça a alguns amigos para se divertirem com essa modalidade. Para saber mais acesse: Global Big Day. 

Como Roraima é um dos Estados que tem um dos maiores registros e catalogação de aves do país, o seguimento de turismo de Observação de Aves só vem crescendo a cada ano, e Roraima, é referência internacional nessa modalidade.

Para não deixar essa data passar em branco, convidamos vocês a conhecer as dez aves que podem ser observadas nas diferentes regiões de Roraima sugeridas pelo Guia de Turismo de Observação de Aves de Roraima que é referência na segmentação da atividade, Francisco Diniz da Agência de Receptivo de Boa Vista/RR, Makunaima Expedições.

Francisco Diniz. Foto: Makunaima Expedições.

O que é observação de Aves?

Atualmente, viajar para observar aves é uma prática que vem ganhando os roteiros de viagem e aventura, e essa se categoriza dentro do Turismo de observação de aves. O birdwatching, como é conhecido,  atrai brasileiros e estrangeiros para muitos destinos de turismo de aventura e ecoturismo no Brasil. A grande atração é observar espécies raras com binóculo, ouvir o canto, e claro, fotografar. São cerca de 1900 espécies de aves no Brasil, sendo que parte delas, aproximadamente  780 podem ser encontradas por aqui.

Foto: Makunaima Expedições.

Essa modalidade começou como uma atividade a mais na viagem de férias, entre passeio à praia e parque naturais visitados. No entanto, há grupos que viajam exclusivamente para este fim, e é um público seleto, assim como roteiros intimamente ligados à observação de aves. Não há números oficiais sobre os guias de turismo especializados nessa modalidade no Brasil, mas em Roraima, essa atividade é muito praticada entre os turistas estrangeiros e possui profissional habilitado para a atividade.

Com a colaboração de texto e imagens da Makunaima Expedições, foram separados por eles, 10 aves pra você desfrutar em Roraima nesse sábado e nas próximas aventuras e entender um pouco da riqueza que temos por aqui e desconhecemos.

1- Jandaia-amarela

Nome Científico: Aratinga solstitialis (Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês:  Sun Parakeet

Foto: Makunaima Expedições.

Ameaçada de extinção

Também é conhecida pelos nomes de jandaia-sol, cacaué, nandaia, nhandaia, queci-queci e quijuba, a jandaia-amarela é uma ave da família Psittacidae encontrada na região amazônica.

No estado de Roraima os registros compreendem nas localidades próximas ao rio Surumú e Contigo, em Boa Vista nas proximidades do Rio Branco sendo que o maior número de espécimes avistadas é na região do município de Normandia, que se estende desde a comunidade de Placas, passando pelas comunidades de Canavial e Camará onde estão as maiores concentrações até a divisa do Brasil com a Guiana Inglesa.

Tem grande demanda para cativeiro. A observação delas não é frequente nos limites de sua distribuição, por isso é considerada escassa, embora possa ser devido às migrações sazonais não serem bem documentadas.

2- Uru-do-campo

Nome Científico: Colinus cristatus(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês: Crested Bobwhite

Foto: Makunaima Expedições.

Menor representante da família Odontophoridae. Mede entre 18 e 24 centímetros e pesa entre 132 e 153 gramas. (Madge e McGowan 2002). Como o próprio nome científico sugere, esta espécie apresenta uma crista pronunciada. São aves que tem um corpo pequeno, curto e compacto além de uma cauda curta. São de hábitos terrestres.

De acordo com as variações geográficas e subespécies, apresenta diferenças consideráveis ​​no que diz respeito a coloração da face e do peito e no comprimento da crista. Isto é especialmente verdadeiro para os indivíduos do sexo masculino.

Em relação às características comuns, estas aves têm geralmente uma bela coloração marrom manchada de cinza e branco. A íris é marrom escura, o bico curto e forte é preto e os tarsos e pés são amarelo acinzentados.

As fêmeas apresentam as cores menos resplandecentes do que a dos machos da espécie, com cabeça, garganta e peito apresentando uma marcação mais acentuada salpicadas ou barradas de preto.

Os juvenis se assemelham a fêmeas, mas suas listras ou manchas são menos distintas.

3- Gaturamo-capim

Nome Científico: Euphonia finschi (Sclater & Salvin, 1877)

Nome em Inglês: Finsch’s Euphonia

Foto: Makunaima Expedições.

O gaturamo-capim é uma ave passeriforme da família Fringillidae. Ocorre em Roraima e países adjacentes, aos pares ou pequenos grupos em beiras de matas, capoeiras e matas ribeirinhas. A fêmea é esverdeada, não apresenta cores vivas dos machos. Comuns até mesmo em áreas periféricas de Boa Vista. Vocaliza um dissilábico “pem-pem”, mas seus hábitos são pouco conhecidos. Localmente é sintópico a outras Euphonias.

 

4- Téu-téu-da-savana

Nome Científico: Burhinus bistriatus (Wagler, 1829)

Nome em Inglês: Double-striped Thick-knee

Foto: Makunaima Expedições.

Mede 43cm de comprimento e pesa até 700g. Ave curiosa, semelhante em aparência as abetardas, do Velho Mundo. Seu nome é onomatopeico e aparentemente vocaliza apenas durante a noite, uma vez que é ave crepuscular. Em 2012 foi observado um bando de 4 indivíduos que caçavam em um brejo quase seco na área Norte no Brasil. Consta que um dos indivíduos foi observado se alimentando de um pequeno crustáceo, que se encontrava no local.

5- Formigueiro-de-yapacana

Nome Científico: Aprositornis disjuncta (Friedmann, 1945)

Nome em Inglês: Yapacana Antbird

Foto: Makunaima Expedições.

 Mede 15 cm de comprimento. O macho parece um versão menor do Sclateria naevia, embora seja mais escuro e tenha um bico mais curto. As fêmeas apresentam as partes superiores em cinza-escuro e as inferiores são uniformemente ruivas; as pernas são rosadas. Forrageiam próximo ao solo, isolados de bandos mistos e raramente aparecem em correições de formigas. Ocorre nas campinaranas amazônicas, adjascentes do Rio Negro no Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas, e no Parque Nacional do Viruá, em Roraima. No Brasil ocorre no Amazonas e Roraima, também vive na Venezuela e Colômbia.

 6-Inhambu-de-pé-cinza

Nome Científico: Crypturellus duidae(Zimmer, 1938)

Nome em Inglês:  Gray-legged Tinamou

Foto: Makunaima Expedições.

Mede de 28 a 31 cm de comprimento. Cabeça, pescoço e peito pardo avermelhados; garganta branca. Por cima, pardo escuro barrado de preto; pouco barrado de preto nos flancos. Pernas cinza. Alimenta-se de sementes e invertebrados

Espécie pouco conhecida do noroeste da Amazônia, ocorre no Rio Papuri, afluente do Rio Uaupés, no estado do Amazonas, na fronteira com a Venezuela em altitudes de 200m. Esta espécie é nativa do leste região central da Colômbia, sul da Venezuela e noroeste do Brasil. Ele também pode ser encontrado no extremo leste do Peru.  Registrada recentemente no Brasil e em Roraima.

7- Papa-capim-cinza

Nome Científico: Sporophila intermedia (Cabanis, 1851)

Nome em Inglês: Gray Seedeater

Foto: Makunaima Expedições.

Mede 11 cm de comprimento. O macho se parece com a da cigarrinha-do-norte, mas tem as unhas negras e não amarelas, como no macho da espécie citada. A fêmea apresenta tom marrom uniforme, mais escuro no dorso. Ao contrário de outros Sporophila, consome muitos insetos, néctar e certos frutos, demonstrando dieta mais eclética e não essencialmente granívora. É restrito à Roraima.

8- Tangará-riscado

Nome Científico: Machaeropterus striolatus (Bonaparte, 1838)

Nome em Inglês: Western Striped Manakin

Foto: Makunaima Expedições.

Mede entre 9 e 9,5 centímetros de comprimento e pesa cerca de 9,4 gramas. O macho apresenta as partes superiores na coloração verde-oliva. A cabeça apresenta uma coroa e nuca de coloração vermelho intenso. A garganta, peito e ventre são claros e apresentam um forte estriado de coloração marrom acastanhado. A porção superior do peito apresenta uma mancha de coloração vermelho-alaranjaado diluido nas penas claras. As fêmeas da espécie não apresentam a coroa e nuca vermelhas, estas são verde-oliva da mesma coloração das demais partes superiores.

9-Garrincha-dos-lhanos

Nome Científico: Campylorhynchus griséus (Swainson, 1838)

Nome em Inglês: Bicolored Wren

Foto: Makunaima Expedições.

Mede entre 20 e 21 centímetros de comprimento e pesa entre 37 e 46,5 gramas de peso. Apresenta forte variação geográfica, a subespécie nominal tem sobrancelha branca contrastando com a faixa transocular de coloração marrom escuro; coroa e nuca marrom-chocolate escuro. Garganta, peito, ventre e crisso são branco puro. Coroa, nuca, dorso, asas e cauda apresentam variações segundo a subespécie analisada, sendo que algumas tem coloração cinza escuro e outras coloração cinza acastanhado. A cauda é escura e apresenta larga faixa subterminal branca.

É comum em regiões áridas e semi-áridas, tanto em capoeiras dominadas por cactus quanto em campos com vegetação arbustiva semi-aberta. Observado ainda em árvores ao redor de casas e cidades. Vive aos pares, capturando insetos a alturas variáveis e indo regularmente ao solo, onde anda pulando e com a cauda para cima. Presente no Brasil apenas no estado de Roraima. Encontrado também na Colômbia, Venezuela e Guiana.

10- João-pinto-amarelo

Nome Científico: Icterus nigrogularis (Hahn, 1819)

Nome em Inglês: Yellow Oriole

Foto: Makunaima Expedições.

Mede entre 20 e 21 centímetros de comprimento e pesa entre 37 e 39,5 gramas. Sua plumagem geral é amarela brilhante. Seus lores e a região ocular são negras. A região gular apresenta conspícua mancha negra em forma de gota que abrange desde o mento e atinge até a porção superior do tórax. As asas e cauda são negras. As penas rêmiges são pretas e apresentam uma estreita borda de coloração branca. Vasculha as copas das árvores e inspeciona as flores à procura de insetos que atraem. Completa sua dieta com frutas e também néctar. Vive em manguezais e florestas paludosas à beira de rios. Canta do alto de árvores altas. Ocorre no nordeste da Amazônia especialmente no Amapá e em Roraima.

Bônus, pois são mais de 700 aves catalogadas em Roraima.

 10.1- Trombeteiro

Nome Científico: Cercibis oxycerca (Spix, 1825)

Nome em Inglês: Sharp-tailed Ibis

Foto: Makunaima Expedições.

Chega a medir até 70 cm de comprimento, com plumagem negro-esverdeada, região perioftálmica, bico e pernas vermelhos. Em 2012 foi observado um bando de 4 indivíduos que caçavam em um brejo quase seco na área Norte no Brasil. Consta que um dos indivíduos foi observado se alimentando de um pequeno crustáceo, que se encontrava no local. Ave de hábitos campestres, vive em áreas descampadas, campos úmidos ou inundados, pastos e brejos na Região Norte do Brasil.  Ocorre na região da Venezuela, Guiana, Colômbia, Suriname e Brasil (estados do Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima).

O que precisa para Observar Aves?

Primeiro, não é pra todo mundo. Para realizar essa atividade, é preciso caminhar lentamente e  em silêncio, não falar alto e usar trajes com cores discretas, como os gringos das fotos iniciais, e evitar movimentos bruscos, respeitar uma distância mínima para que o animal não se sinta ameaçado, usar binóculo, máquina fotográfica para registros e estar acompanhado, de preferência, de um guia de aves especializado credenciado, respeitando as legislações ambientais dos parques e áreas privadas. No Brasil, existem Clubes de Observação de Aves, uma boa opção para quem deseja se iniciar no birdwatching ou passarinhar.

 

Corpo do texto: Francisco Diniz 

Colaboração: Makunaima Expedições

Contato:  + 55 (95) 98111-7669​​​

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