Dia 1 e 2: O início da aventura rumo ao Monte Roraima
Toda grande jornada começa antes da estrada, começa na preparação, na expectativa e naquele friozinho na barriga.
Eu já estava em Boa Vista (RR) há cerca de 10 dias, organizando os últimos detalhes, ajustando mochila, documentos, alimentação e, claro, o coração para o que viria pela frente.
Briefing, encontro com o grupo e clima de expedição
Na manhã do segundo dia, tivemos nosso briefing: aquele encontro essencial para alinhar segurança, logística e tirar dúvidas.
A sala estava pronta, mesas organizadas, material separado, clima de concentração total.

Foi ali que nos conhecemos melhor, compartilhamos expectativas e percebemos que, embora cada um tivesse sua própria motivação, estávamos todos conectados pelo mesmo desejo: chegar ao topo.
De Boa Vista à Venezuela: estrada, fronteira e novas paisagens
À tarde, partimos pela BR-174, rumo a Santa Elena de Uairén, na Venezuela.
São cerca de 3h30 de viagem, passando por paisagens abertas e um céu que parece não ter fim.
E aí vem um dos momentos mais simbólicos: a fronteira.
De um lado, Brasil. Do outro, Venezuela.
No meio, um ponto que mistura geografia, história, cultura e emoção.

As esculturas coloridas, os mosaicos e as bandeiras gigantes deixam claro: estamos entrando em outro país — mas ainda dentro do mesmo território amazônico que nos conecta.

O vento bate forte, as bandeiras dançam no céu azul e é impossível não parar por alguns minutos para observar.

Seguimos viagem e, por volta das 18h, chegamos a Santa Elena de Uairén, a cerca de 900 metros de altitude.
Depois das fotos na área dos monumentos, seguimos um pouco mais pela estrada.
A paisagem vai mudando, o vento aumenta… e de repente lá está a placa:
Bem-vindooo…

Aos poucos, aparecem os prédios oficiais, filas, vans de viagem, gente indo e vindo.
E então, o grande letreiro:

Nós não passamos no do lado brasileiro, pois todos tinha RG, só para do lado brasileiro se houve passaporte. Depois entramos na fila dessa casinha para iniciar o processo que implica no check de RG e foto e a troca de carro, local que saímos da van e vamos para o 4×4 rumo à pousada.
Entramos na área de migração, passamos pelas janelinhas (as famosas “taquillas”) e seguimos todos juntos, passo a passo.


Enquanto resolvíamos burocracias, a equipe já estava agilizando a parte logística:
– divisão de mochilas
– organização dos mantimentos
– preparação dos carros 4×4.
E, claro, teve aquele momento clássico:

A risada corre solta, alguém faz piada, outro tenta achar espaço para a mochila… e a aventura vai ganhando cara de realidade.
Chegada à pousada em Santa Elena
No final da tarde, já quase anoitecendo, chegamos à pousada onde dormiríamos.
Casas coloridas, área verde, clima simples e acolhedor.

Check-in feito, chaves distribuídas, mochilas nos quartos…

Quando a noite chegou, a pousada estava linda: iluminada, silenciosa e com aquele ar de “amanhã vai começar”.

Jantamos, conversamos um pouco, rimos… e logo cada um foi para o seu quarto.
Era hora de descansar.
Amanhã começa de verdade…
Dormimos em Santa Elena de Uairén e, no dia seguinte, seguimos viagem rumo:
– ao Monte Roraima
– e à comunidade indígena Paratepuy, ponto oficial de início da trilha.
Mas essa parte… fica para o próximo capítulo do diário da jôviajou.
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