A clássica obra “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, está em cartaz em São Paulo e encerra sua temporada neste domingo( 15/03) O espetáculo, apresentado no Teatro Renault, reúne música, teatro e crítica social em uma montagem contemporânea dirigida por Jorge Farjalla.

Assisti à apresentação no sábado (14) e a experiência foi marcada por um espetáculo visualmente vibrante, com figurinos elaborados, cenografia impactante e números musicais que reinterpretam canções icônicas da dramaturgia brasileira.
Fui ao espetáculo a convite da jornalista Mariana Viaja, que me convidou para acompanhar a produção e conferir de perto essa nova leitura de um dos musicais mais importantes do teatro brasileiro.
Um clássico do teatro brasileiro
Criada em 1978 por Chico Buarque, a Ópera do Malandro é inspirada em obras como The Beggar’s Opera e A Ópera dos Três Vinténs, mas adaptada ao contexto brasileiro da década de 1940, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
A trama mistura humor, crítica política e romance, apresentando personagens do submundo carioca, como contrabandistas, policiais e empresários que vivem em um cenário marcado por corrupção e jogos de poder.
Entre os elementos que mais chamam atenção nesta montagem estão:
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cenografia grandiosa
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iluminação cinematográfica
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figurinos exuberantes
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performances intensas do elenco
Além disso, as músicas de Chico Buarque continuam sendo um dos pontos altos da obra, reforçando o caráter poético e crítico da narrativa.
Experiência no teatro
A produção atual aposta em uma estética contemporânea e visualmente forte, com momentos coreográficos que lembram grandes musicais internacionais.
O público reage com entusiasmo aos números musicais e às cenas mais satíricas, que mantêm a crítica social presente no texto original.
A encenação dirigida por Jorge Farjalla busca atualizar a obra para novos tempos, mantendo o espírito provocador que marcou o musical desde sua estreia.





