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Manaus/AM: Museu do Seringal

Manaus/AM: Museu do Seringal

Em homenagem a esse povo, hoje, 3 de Março – Dia do Seringueiro. O Dia do Seringueiro  é uma comemoração no Estado brasileiro do Acre, que foi instituída pela Lei Nº 672 de 13 de junho de 1979. Vou contar como foi meu tour no museu do seringal no amazonas. Para todos os “ex- chicos mendes”, uma homenagem ao pouquinho da nossa história tão sofrida.

O Museu do Seringal Vila do Paraíso, em Manaus/AM, apresenta uma riqueza histórica e cultura na região norte do período do Ciclo da Borracha, o tour conta a vida das pessoas que viveram e sobreviveram nesse período baseado no cenário do filme “Selva”. Vamos conhecer Manaus/AM: Museu do Seringal.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Entrada da Marina do Davi

Mas antes de falar do Museu, vou explicar como chegar lá e quanto custa.

COMO CHEGAR?

Em Manaus/AM: Museu do Seringal, para chegar até o Museu, você precisa ir para a Marina do Davi, pode ser táxi, Uber ou ônibus – 120, após a Ponta Negra, no ponto final da linha.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Entrada do Embarque na Marina do Davi

O Museu do Seringal está localizado no Igarapé São João em Vila Paraíso, sendo a única forma de chegar ao museu é via rio. Onde desfrutamos de belas paisagens amazônidas.

Manaus/AM: Museu do Seringal
No meio do caminho a vista da Praia da Lua

Ao chegar na Mariana do Davi, coloca-se o nome em uma lista para pegar a lancha que vai até o museu e espera-se até o número de pessoas lotarem. São cerca de 30min de viagem com paradas ao longo do caminho. No valor de R$ 14,00 por pessoa (preço. fev/2020) para ir e mais 14, para voltar.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Saída da Marina do Davi
Manaus/AM: Museu do Seringal
Paradas para embarque e desembarque de passageiros

COMO É O TOUR PELO MUSEU DO SERINGAL?

Após 30 min de viagens e umas paradas para embarque e desembarque de passageiros, chega-se ao Museu do Seringal. Assina-se o livro de visita e paga-se uma taxa de R$ 10,00. A visita que é guiada dura 1 hora e meia e se divide em guiamento pela estrutura dos cenários e outra pelo modo de produção da seringa.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Desembarque no Museu do Seringal

O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 8h às 16h, mas só pode chegar até as 15h para conseguir fazer o passeio direito. No local não tem nenhum quiosque para venda de souvenir nem nada, além de uns bombons de cupuaçu e castanha que custam R$ 2,50 cada. Você deve levar, água e o que achar necessário antes de ir para lá. No própria Marina do Davi, há quiosque que vendem comidas.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Um aviso para não passar desapercebido

COMO É A VISITA GUIADA NO CENÁRIO DO MUSEU DO SERINGAL?

A visita guiada começa dentro da Casa do Coronel/Barão, um casarão todo mobiliado com móveis e objetos de decoração de época, como vasos chineses, candelabros de prata, relógios suíços, piano, lugares onde foram gravadas as principais cenas do filme “A Selva”.

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Frente da Casa do Coronel/Barão
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Casa do Coronel/Barão
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Guia iniciando o tour dentro do casarão

A ambientação do casarão que retrata a história e a situação do início do século XX, no período do ciclo da borracha, após o término do filme, passou a receber visitantes como um museu.

O filme é inspirado no livro de José Maria Ferreira de Castro relatou toda sua experiência no seringal no livro “A Selva”, mesmo nome do filme.

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Lateral do casarão

Como muitos sabem, o lugar foi criado como cenário cinematográfico do filme “A Selva”, sendo um local fictício. A atriz brasileira, Maitê Proença, foi uma das protagonista, fazendo parte do elenco do filme.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Frente do comércio e capela/igreja

Inspirado no real local do seringal no Amazonas, o cenário retrata o seringal de Humaitá, que fica a 600km da capital, o museu que foi inspirado no passado áureo de Manaus, atrai turistas até hoje.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Dentro do casarão, quarto da Iaiá

Ao longo dos compartimentos da casa, a guia vai contando a história dos moradores, o barão Juca Tristão, sua filha, dona Iaiá (Maitê Proença), e o escritor português José Maria Ferreira de Castro, que veio para trabalhar como escrivão, mas acabou sendo colocado para trabalhar no seringal e passou a morar na casa também.

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Cozinha do casarão.
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Quarto

Depois segue para o Barracão de aviamento, que era o lugar onde os seringueiros compravam seus equipamentos para conseguirem trabalhar e também seu alimento.

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Barracão de aviamento

A guia conta que a maioria dos seringueiros eram nordestinos que fugiam da seca pensando que o seringal era a solução dos seus problemas e iludidos de que enriqueceriam aqui. Mas a realidade era totalmente diferente.

A guia conta que os nordestinos já chegavam endividados pelos gastos da passagem, alimentação e moradia e tinham que trabalhar muito para pagar a dívida, que só aumentava a cada dia, num sistema análogo à escravidão.

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Guarda livro – onde tinham os livros das dívidas guardados.

O cenário é formado por ambientações do período da borracha, com móveis e utensílios que testemunham a riqueza dos seringais, além do Casa do Seringueiro, Casa do Capataz, Tapiri de defumação da borracha, Barracão de aviamento, Casa de Banho e o próprio casarão.

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Sala do casarão

Já nas ambientações do soldado da borracha, prevalecem os adereços de trabalho, como a poronga, os facões e as armas – para se proteger principalmente dos índios.

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Barracão de aviamento

No Barracão de aviamento, todos os produtos que podiam ser adquiridos pelos nordestinos, depois de muito trabalho, é claro. Era preciso produzir pelo menos 50 quilos de borracha por semana para poder retirar a comida. E desta forma, a divida com o barão nunca terminava.

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Utensílios de vendas

Depois fomos conhecer a capela de Nossa Senhora da Conceição, local onde os seringueiros rezavam para ter uma vida melhor.

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capela de Nossa Senhora da Conceição,

A guia contou os destalhes das confissões e falsos padres contratados pelos coronéis para entregar as fugas dos seringueiros e os impedir de fugir.

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Altar da capela de Nossa Senhora da Conceição,

Em seguida continuamos até a casa de banho, onde foi filmada a cena da Maitê Proença tomando banho.

Nessa hora a guia nos conta o significado do verbo brechar, que é olhar pelas brechas, uma coisa que o português fazia muito quando a dona Iaiá tomava banho.

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Cenário que dona Iaiá era brechada

COMO É O PROCESSO DA EXTRAÇÃO DA SERINGA?

Antes de entender o modo de produção do seringal, vamos entender que a meta de produção do seringueiro naquela época era de 50 quilos de borracha por semana.

Se não atingissem a meta não podiam retirar sua comida. Como falei anteriormente, quem não conseguia os 50 quilos de borracha, ficava endividado, não havia moeda, o processo é de troca por alimentos e mercadorias.

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Modo de produção

A segunda parte da visita continua até o local das imponentes árvores seringueiras. A história é toda contada em apresentada por um ex-seringueiro que relata detalhes da sua vida pessoal e vivência real do ciclo da borracha.

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Processo de corte e extração do leite das seringueiras

É a partir das seringueiras que o látex é extraído para confecção da borracha. O guia mostra como era feita a retirada do látex e as marcas dos cortes da seringueira. Detalhes no vídeo do Canal Jô Viajou.

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Depois seguimos pela trilha das serigueiras
Manaus/AM: Museu do Seringal
E chegamos ao Tapiri de Defumação da Borracha

Logo após o processo de extração do leite, fomos até o local para onde é trazido o látex para sofrer o processo de defumação e se transformar em borracha.

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Processo de defumação

A fumaça do processo de defumação provocava muitas doenças nos seringueiros que a inalavam. Muitos ficavam cegos e muitos morriam de tuberculose e outras doenças pulmonares.

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Simulação do processo de defumação da borracha para chegar aos 50kg
Manaus/AM: Museu do Seringal
Explicando as medidas e como eram feitas as borrachas

Abaixo a replica da Casa do Seringueiro para fugir dos animais da mata e outros perigos. Em palafitas e sem paredes.

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Casa do Seringueiro
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Frente da casa do coronel

Após o tour, o pessoal chama a lancha pelo rádio e esperamos até aparecer a próxima. Apesar de não ter nada para vender, no local tem água gelada potável e banheiro bem limpo.

Manaus/AM: Museu do Seringal
Voltando para Marina do Davi
Manaus/AM: Museu do Seringal
Lancha, volta: mais R$ 14,00
Manaus/AM: Museu do Seringal
Desembarque na Marina do Davi

Para ver mais detalhes desse passeio, assista no Canal Jô Viajou

No Youtube não há o filme completo, mas olhe uma parte dele e confira o cenário que você visitou.

Siga insta: @joviajou

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Conheça Manaus/AM: Museu do Seringal

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