O que fazer no Jalapão: O norte que você precisa conhecer – Parte 2

Nessa segunda parte da viagem sobre o Jalapão, vou mostrar para vocês os maravilhosos fervedouros da região.

3º dia – Saída de Mateiros as 8h:

FERVEDOURO DO BURITI
– FERVEDOURO DO CEIÇA
–  ALMOÇO (bebidas a parte)
– FERVEDOURO DO RIO SONO
– FERVEDOURO DO BURITIZINHO
– CACHOEIRA DO FORMIGA
– JANTAR (bebidas a parte)
– PERNOITE EM MATEIROS

4º dia – Saída de Mateiros as 7h:

–  FERVEDOURO MACAUBA
– FERVEDOURO BELA VISTA
– ALMOÇO (bebidas a parte)
– SERRA DA CATEDRAL
– MORRO DO GORGULHO
– RETORNO A PALMAS-TO

No meio das estradas, encontrávamos essas lindas paisagens e fizemos vários registros.

Foto: Michelle
Foto: Michelle

Antes de começar a falar sobre minhas experiências nos fervedouros. Vou te falar o que realmente são os fervedouros. Os fervedouros são nascentes de rios subterrâneos, entre brejos e riachos, em cada fervedouro, no seu centro existe uma concentração de azul transparente, que a toda hora brotam areias claras. Isso se dá pela ressurgência como já falei no post anterior.

Esse fenômeno faz com que seja impossível se afundar na água. Ou seja, independente do nosso peso e da pressão que a gente exerce na água, a pressão te empurra de volta para a superfície da água. Essa, é uma experiência única que muitos turistas tem ido visitar os fervedouros do Jalapão.

Agora vamos conhecer o que vive nesses dias por lá! Para inspirar você.

O primeiro ponto de parada do passeio  foi o fervedouro do Buriti, que possui águas cristalinas.  Agora, vamos conhecer os fervedouros. Essa é a entrada e paga-se  entre R$ 20,00 para entrar e fica cerca de 15 minutos dependendo do fluxo turístico e só entra em média 10 pessoas por vez. Há um controle de entrada  e tempo que ficamos dentro dos fervedouros.

Foto: Jô Viajou

Como chega? 

Acima é a entrada, tem uma cabana que paga a entrada, depois você pega uma pequena trilha que não dura 5 min e já esta a frente do fervedouro. Qualquer pessoa pode ter acesso a esse Buriti. Há uma cabana com cadeiras para esperar os grupo e com cobertura e para adentar há uma escada que permite o acesso à água.  Muitos dos fervedouros, não pode usar protetor solar, então proteja-se do sol em meio às bananeiras que dividem espaço com os buritis, assim você vai ficar menos queimadinho, principalmente para quem é branco como eu.

Ainda no Fervedouro do Buriti,  como na foto, há um restaurante de comida caseira que serve almoço e também funciona como bar. Bom ponto de parada no meio do dia de visitas aos fervedouros.

Foto: Jô Viajou

Os fervedouros são pequenos mesmos e a vegetação como as bananeiras, são plantadas para ajudar na claridade da águas. O lugar é lindo e a água tem uma temperatura agradável. Nesse dia, tivemos sorte que o fluxo estava pequeno e como estávamos em 4, tentamos pegar o fluxo contrário de todos, como almoçar antes ou depois das 12h, onde no horário de 12h, todos os outros grupos estão nos restaurantes. Isso nos possibilitou de ter imagens únicas.

Foto: Jô Viajou

Esse é o Fervedouro do Buriti.

Esse fervedouro é um dos mais bonito que visitei, e a cor vai de verde a azul, vai depender da luz do sol e com os buritis que ficam cercam do local.  Com água transparente e uma média piscina em relação as outras é de encher os olhos.

Foto: Guia

Praticamente só estávamos nos e ficamos além do tempo por lá. Uma delícia e a paz do lugar com essa natureza é única. 

Foto: Guia

Naturalmente a água faz isso e nos deixa flutuar com mais facilidades.

Depois seguimos para a Cachoeira do Formiga. Na foto abaixo vemos os acesso as entradas. A cachoeira tem esse nome por causa do Rio Formiga. Aproximadamente 1,5km acima da queda, fica a nascente do rio.

Para chegar a cachoeira vai através da estrada de terra para São Félix do Jalapão (BR-225). Ela fica a aproximadamente 35km de Mateiros. Esse acesso é somente com veículos 4×4, assim como em todos os atrativos do Jalapão.

Nos entramos de carro até essa parte. Há restaurantes e uma pequena trilha. Existem várias placas de limites. Para entrar, é cobrado um valor de R$ 10,00 para visitar a cachoeira.

Foto: Jô Viajou

OS carro fica assim e havia mais por lá. Até o pessoal acampando.

Foto: Jô Viajou

Mas a trilha para chegar até cachoeira não leva nem 5 minutos, podendo ser feita por qualquer pessoa.

Foto: Jô Viajou

Dentro do roteiro, tem a  Cachoeira do Formiga  que não é um fervedouro. A cachoeira não tem uma queda d’água muito grande quanto às como a Cachoeira da Velha que vimos no post anterior. Se tiver dois metros, é muito.  Eu tive acesso até essa beirada, apesar de não ser um fervedouro,  a pressão da água é muito forte, o que forma uma espécie de  hidromassagem natural nessa parte.

Foto: Jô Viajou

O acesso por escada, mas diferente dos fervedouros é bem menos cuidado. As escadas estavam quebradas e não tinha placa de onde é perigoso ou pode-se ter acesso ou não. Não há quantidade pessoas e nem controle.

Foto: Guia

Ficamos um bom tempo aí, mas na parte mais abaixo, pois era mais privado e com poucas pessoas. Seguimos um pouco mais o rio para chegar num ponto onde a água é bem tranquila e mais afastada da parte principal da cachoeira.

Foto: Jô Viajou

O que chama atenção nessa região é a coloração da água. A Cachoeira do Formiga é um misto de azul com verde, totalmente cristalino. De fora você consegue ver a areia branquinha e os troncos presentes no fundo, nem dá medo. É tudo lindo, coisa que só a natureza nos dá!

Na parte mais a frente a água é mais tranquila e você pode tirar foto assim.

Foto: Guia

O lugar ficou só para gente. Eu as meninas do grupo mais a guia. Ah, o nosso guia, era uma mulher. Eu não sabia que ia ser uma mulher, e ficamos bem mais a vontade entre nós.

Foto: Jô Viajou

Logo depois fomos ao restaurante almoçar.

Foto: Jô Viajou

E seguimos para o próximo fervedouro.

Para quem não sabe, o primeiro fervedouro a ser divulgado para o público, foi o Fervedouro do Ceiça, que o próximo que vamos conhecer e até hoje é um dos mais famosos. Cada fervedouro é único, esse tem o poço com nascente principal e a intensidade da pressão é bem alta, faz com que a gente flutue com mais facilidade.

 

Foto: Jô Viajou

Como a maioria dos fervedouros, o do Ceiça, é bem fácil e não há trilha a ser percorrida.  Sempre há fila nele por causa da sua fama, porém tivemos sorte que fomos no horário do almoço. Só pode entrar até dez pessoas ao mesmo tempo com tempo de 10min, e a entrada é de R$ 20 por pessoa.

Foto: Jô Viajou

Nesse, não há restaurante. E uma máquina subaquática e uma máscara de mergulho seria ótimo. Repelente e protetor solar não são permitidos no fervedouro.

Foto: Jô Viajou

O fervedouro é bem redondo em relação aos outros que visitei e cercado por bananeiras intensamente verdes que dão tom ainda mais impressionante para a nascente.

Foto: Guia

Diferente dos outros, a água que escoa do fervedouro cai em um aquário natural fora da fonte principal. É uma delícia, uma experiência que jamais vou esquecer e quero voltar.

Foto: Jô Viajou

Depois seguimos para um dos mais famosos fervedouro do Jalapão. Foi o fervedouro do Buritizinho.

Como esse é menor, a  capacidade do Fervedouro do Buritizinho é de até 6 pessoas por vez e o custo do acesso é de R$ 15 por visitante.

Foto: Jô Viajou

Com azul que nem a foto define, só estando lá para saber. É considerado um dos mais belos. Mergulhar em meios à natureza que cerca o local é uma experiência incrível e digna de muitas fotos.

Foto: Raquel

Com um formato de gota e a nascente é mais profunda se comparada a outros fervedouros, por isso a sensação de flutuação não é tão intensa. A profundidade dos outros não dar pé, a gente fica flutuando. Diferente dos outros, não tem a mesma pressão, mas é lindo.  Na região há o Rio formiga que também é feita outras atividades no Rio.

Foto: Raquel

Logo pegamos a estrada para o próximo, o Encontro das Águas que tem o acesso bem fácil e o carro chega próximo ao local.

Jô Viajou

Como todas as  piscinas naturais, cada uma tem sua qualidade e diferença. A do Fervedouro do Encontro das Águas é bem pequena e a capacidade é de apenas 4 pessoas por vez. O custo, por pessoa, é de R$ 15,00.

Foto: Jô Viajou

Esse é um dos mais pequenos que vimo. o Fervedouro do Encontro das Águas tem um pressão bem forte, por ser pequeno, parece ser mais que os outros.

Foto: Guia

Como uma alta pressão e é muito difícil afundar mesmo alguém tentando te empurrando você para baixo, mas um pressão que parece que sugar sua perna. Acho que é o melhor para sentir a experiência da pressão da natureza.

Foto: Guia

Você sai com  areia em toda parte do corpo pela suspensão da água ser tão fina e agitada que entra pela roupa e forma bolos nas roupas de banho.e na sunga.

Foto: Guia

Para aliviar a sensação de areia por todos os lados, vale dar um mergulho no encontro entre o Rio Sono e o Rio Formiga. 

Foto :Guia

Aliás, é desse encontro que vem o nome do fervedouro. Os rios e o fervedouro estão a apenas dois minutos de caminhada um do outro. Olha a foto aí! 

Foto : Guia

Depois fomos visitar a povoado quilombola Mumbuca e conhecer os artesanatos locais. Essa parte não estava no roteiro, mas ficou como um bônus.

Os fios de capim dourado são costurados com a fibra fina das folhas de buriti, ambas espécies nativas do Brasil, próprias do cerrado.

Foto: Jô Viajou

Dessa forma, as artesãs produzem grande diversidade de peças, como chapéus, cestos, vasos, mandalas, bandejas, biojoias, abajures e outros. A presença das mulheres é marcante em Mumbuca na liderança. Elas compõem a Associação do Capim Dourado, sendo responsáveis pela produção do artesanato, pelas vendas e distribuição dos ganhos. Cada etiqueta é o nome de alguma mulher que fez a peça.

Foto: Jô Viajou

A tradição do artesanato com o capim dourado, o “ouro do cerrado”, foi passada pelos índios da etnia Xerente que no começo do século XX saíram caminhando pelo lado do Rio Araguaia e passaram pelo povoado quilombola Mumbuca e ensinaram alguns moradores a “costurar capim” com a seda de buriti. Desde então, esse saber tem sido passado de geração para geração.

A partir desse saber-fazer, a comunidade hoje tem criado novas coleções com inovações de produtos e inserção de novos materiais. Tem de tudo e você não sabe o que escolher.

Foto: Jô Viajou

Foi um bônus maravilhoso do passeio. Essa Associação tem tido importante atuação junto às outras comunidades alojadas no Parque Estadual do Jalapão no debate em torno de estratégias que garantam tanto a sustentabilidade da região, como o fortalecimento da cultura e saberes locais.

Foto: Jô Viajou

Assim seguimos para mais dois fervedouros.

O Fervedouro Bela Vista é visita linda, diferente dos outros, a piscina desse fervedouro é a maior entre todos os fervedouros abertos para visitação e conta com 15 metros de diâmetro de água transparente e incrivelmente azul.

Tem uma boa infraestrutura e o acesso ao Fervedouro  acontece por uma plataforma de madeira que ajuda  a preservar o sensível solo ao redor. Há uma grande nascente principal no Bela Vista, onde é possível sentir a flutuação característica dos fervedouros. Para quem passa por lá a noite e ou fica hospedado, pode mergulhar a noite.

 

Foto: Jô Viajou

O  fervedouro  é um dos mais bem estruturados do Jalapão. Há um restaurante, área para camping e havia quartos e banheiros em construção. A capacidade máxima do Fervedouro Bela Vista é de 10 pessoas por vez e o custo da visita é de R$ 15, 00 com limite de tempo. Tem almoço na localidade.

Foto: Jô Viajou

O Fervedouro Bela Vista está localizado mais próximo da cidade de São Félix e bem ditante de Mateiros e por isso nem sempre entra nos roteiros de viagem ao Jalapão. Pergunte da agência contratada para ter certeza de que você terá a oportunidade de ver.

Foto: Jô Viajou

Não pode entrar com  protetor solar e são bem rígidos nisso. Há o controle do local e eles ficam de olho em todo o movimento.

Foto: Jô Viajou

E o último fervedouro, foi a do Alecrim compete em tamanho e beleza com o anterior. Eles se parecem bastante e tem uma boa infraestrutura e controle.A diferença é que um é azul e o do Alecrim é verde.  A capacidade desse fervedouro é de 6  pessoas por vez e o custo é de R$ 10,00. Há um restaurante onde comemos. 

Foto: Jô Viajou

O Fervedouro do Alecrim tem uma grande nascente principal, onde a pressão da água é maior, assim como a flutuação, mas há outras fontes menores que também permitem a diversão. 

Foto: Jô Viajou

O Fervedouro Alecrim também está localizado mais próximo à cidade de São Félix, por isso nem sempre faz parte dos roteiros de quem visita o Jalapão em poucos dias.

Foto: Jô Viajou

E seguimos viagem…

No último dia do roteiro do Jalapão com o sol escaldante que só no Norte tem. Seguimos a diante para mais 250 Km até chegar a Palmas, uma média de 6 horas de viagem muito cansativa.

Foto: Jô Viajou

Parada para foto no Morro da Catedral.

Foto: Jô Viajou

No caminho paramos para fazer foto no Morro da Catedral, chama atenção por ter o formato de uma fachada de Catedral. Ela fica entre São Félix e Novo Acordo. A partir de 2010 foi reconhecida pelo ICMBio como uma Reserva de Patrimônio Natural – RPPN.

Foto: Jô Viajou

Em parada onde é possível avistar a Serra do Gorgulho, a cidade de Novo, no município de Mateiros no Jalapão. As formações rochosas de coloração avermelhada chamam atenção pela exuberância e rara beleza e encantam a todos que passam pelo Morro Vermelho do Jalapão.

Foto: Jô Viajou

O morro vermelho, como também é chamado, é propício ainda para um momento de relaxamento em contato direto com a natureza e as belezas do Jalapão. Esse pôr do sol no estrada, só  agradecer!

Foto: Jô Viajou

Pegamos a BR e seguimos para Palmas.

Foto: Jô Viajou

O pacote da agência que fui,  incluem transporte em veículo 4×4, hospedagem, alimentação, guia e taxas dos atrativos, você não têm preocupação com mais nada além de aproveitar as belezas do Jalapão. A agência me deixou na rodoviária para eu seguir para Brasil. Era 8 de março e eu estava concluindo mais presente de aniversário da minha vida. Viajar e conhecer lugares espetaculares. Passei o meu dia 8 de março, dia do meu aniversário também, fazendo o que amo, viajando. Só agradeço!!!

Foto: Jô Viajou

Para quem quiser fazer esse passeio, bastar clicar aqui e cadastrar-se. Grupo de mínimo 4 pessoas e máximo 8. 

Pacote de 4 dias esta no valor de 1.550,00 por pessoa.

Lembrando que nossos pacotes são all inclusive, que é Translado PALMAS-JALAPÃO-PALMAS.  Saídas as quinta-feiras de Palmas. Não inclui passagens aéreas até Palmas.

-Hospedagens
-Translado em veículo 4×4 seminovo
-Guias credenciados (Temos guias de ambos os sexos)
-Refeições – Café da manhã, almoço e jantar. (sem bebidas)
-Entrada em todos atrativos
-Serviço de bordo, com lanche e água mineral durante o passeio.

Siga insta: @joviajou

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