O que fazer no Jalapão: O norte que você precisa conhecer – Parte 1

Nesse Carnaval 2019, de 4 a 8 de março, fui para o Jalapão no Tocantins. Um dos principais pontos turísticos da região norte do Brasil. A região é encantada por suas águas abundantes, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, rios encachoeirados, nascentes e impressionantes formações rochosas. É um ótimo destino para os apaixonados pelo ecoturismo e turismo de aventura.

A maioria dos atrativos estão localizados nas cidades de  Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. São  34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

Os atrativos garantem diversão o ano inteiro, seja no período chuvoso ou de estiagem, de acordo com o perfil e interesse do turista. Para os mais aventureiros, a região é ideal para prática  de esportes, entre eles o rafting, a canoagem, o rapel e as trilhas a pé e de bicicleta. Agora vou falar meu Roteiro da primeira parte:

Meu Roteiro:

1º dia

– Saída de Palmas as 8h
– LAGOA DO JAPONÊS
– ALMOÇO NA LAGOA (bebidas a parte)
– PEDRA FURADA
– JANTAR EM PONTE ALTA
– PERNOITE EM PONTE ALTA

2º dia

– Saída de Ponte Alta as 8h
– CÂNION SUSSUAPARA
– CACHOEIRA DA VELHA
– PRAINHA DA VELHA
– ALMOÇO (PEQUINIQUE NA PRAINHA DA VELHA)
– DUNAS
– JANTAR EM MATEIROS (bebidas a parte)
– PERNOITE EM MATEIROS

Desses atrativo, esses foram os listados da primeira parte.

Entre os pontos turísticos mais procurados estão a Cachoeira da Velha, uma enorme queda d’água em forma de ferradura de aproximadamente 100 metros de largura e 15 metros de altura; as Dunas, cartão postal do Jalapão, composto por areias finas e alaranjadas que chegam a 40 metros de altura; os Povoados do Mumbuca e Prata, comunidades remanescentes de quilombos, cuja visitação possibilita ao turista vivenciar a cultura local; a Serra do Espirito Santo, formação rochosa onde é possível apreciar a flora da região; a Cachoeira do Formiga, um encantadora nascente de água verde-esmeralda; e os Fervedouros, com suas águas transparentes, nas quais é impossível afundar. Tudo isso vou mostrar para vocês como é por lá!

A preocupação em manter preservada essa incrível riqueza natural é representada pela presença de vários instrumentos de conservação,  como o Parque Estadual do Jalapão, o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba; a Estação Ecológica da Serra Geral do Tocantins; a Área de Preservação Ambiental  (APA) Serra da Tabatinga; e a Área de Proteção Ambiental (APA) Jalapão.

Cheguei a Palmas via Brasília, pois fiz BVB/BSB de avião e de lá fui para de ônibus saindo de Brasília. São 12h de ônibus até a cidade. Cheguei em Palmas as 7h30. O transfer ia me buscar na Rodoviária, porém atrasou um pouco devido a manutenção do carro. A agência mandou eu ir para uma padaria e aguardar por lá. Saímos de Palmas por volta das 10hs.

No primeiro dia esse foi o roteiro:

Fomos de 4×4 de Palmas para Ponte Alta, primeiro ponto de parada. Foram horas de estradas, entre asfalto e terra.

Existem outras formas de entrar no Jalapão, a parte que entramos, foi a portal sul de entrada do Jalapão, Ponte Alta do Tocantins fica a 152 km de Palmas. Diz que o nome da cidade remete a uma árvore caída à margem do rio, usada como ponte para pedestres.

É em Ponte Alta que fizemos o primeiro dia de tour é onde está localizado um dos atrativos mais interessantes do Jalapão, o Cânion Sussuapara, com suas águas límpidas e cristalinas que descem por fendas entre os paredões de cerca de 12 m de altura. A 35 km do centro da cidade, uma boa pedida é apreciar o por do sol na Pedra Furada, um gigantesco conjunto de blocos areníticos esculpidos pelos ventos há milhões de anos.

Por volta das 12h30 chegamos em Ponte Alta, onde almoçamos. O clima estava nublado e havia chovido muito.  Esse é o restaurante que almoçamos. O almoço também estava incluso no pacote. Os pratos eram de R$ 20  as 25, cada.

Foto: Jô Viajou.

Depois do almoço, fomos para o hotel deixar as bagagens.  Como éramos 4 mulheres, ficamos duas em cada quarto.

Foto: Jô Viajou

Ainda no primeiro dia, foi a visita do lago do Japonês, uma piscina natural muito linda, que infelizmente não tive prazer de conhecer, pois estava passando mal e descansei esse dia para não perder o restante da viagem. A foto abaixo, é das meninas que estavam comigo.

Foto: Raquel

Jantamos no mesmo restaurante acima e pela manhã acordamos 4h para ver o nascer do sol e conhecer a Pedra furada, um dos principais atrativos do Ponte Alta – Pedra Furada, onde podemos ver o nascer do sol ou o pôr do sol.

Foto: Jô Viajou

Do topo da Pedra Furada é que se avista o Morro Solto, um paredão rochoso, arredondado, perdido no meio do nada.

Foto: Michelle

Pedra Furada é um gigantesco conjunto de blocos areníticos esculpidos pelos ventos há milhões de anos reina solitário na paisagem.

Foto: Selfie

Os três buracos feitos na rocha e sua beleza cênica dão um toque mítico ao atrativo.

Foto: Michelle

Vamos nos surpreender e contemplar uma paisagem surpreendente.

Foto: Raquel

Estrada e trilha da Pedra Furada.

Foto: Jô Viajou

Logo após a Pedra Furada, seguimos para o  Cânion Sussuapara. 

Foto: Jô Viajou

O Cânion Sussuapara, localizado a 12 km do centro da cidade  de Ponte Alta. 

Foto: Jô Viajou

A entrada é controlada. São 30 pessoas por vez. A propriedade é particular e paga-se R$ 10, 00 por pessoa.

Foto: Jô Viajou

Na região, a água desce por uma fenda estreita, entre paredões úmidos de cerca de 12m de altura, como um pequeno cânion, cobertos de samambaias, musgos e vegetação típica.

Foto: Jô Viajou

Ao longo do trajeto, o córrego apresenta sucessão de pequenas quedas d’água, formando piscinas naturais de águas frias.

Foto: Jô Viajou

Após o Cânion Sussuapara, seguimos em direção a Cachoeira da Velha e Prainha do Rio Novo que já fica localizada no Município de Mateiros.

Foto: Jô Viajou

O nome, Cachoeira da Velha, de acordo com os locais, deve-se a uma mulher que vivia nas proximidades da cachoeira e amava demais aquelas águas e, depois de morrer, seu espírito permanece no lugar.

Foto: Jô Viajou

Conta com uma passarela e um mirante de onde se pode contemplar a cachoeira e a mata ao redor e, dando sorte, um pouco da fauna local.

Foto: Jô Viajou

Olhando de cima e conforme o ângulo, o formato lembra o mapa do Brasil. No rio Novo, é a maior cachoeira do parque e uma de suas maiores atrações. Tem grande volume de água cristalina mesmo na época da estiagem – entre maio e setembro  – em duas quedas em formato de ferradura com cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre.

Foto: Jô Viajou

No mirante é de onde se pode contemplar a cachoeira e a fauna e flora local.

Foto: Michelle

O banho não é permitido por questão de segurança, já que é um grande volume de águas revoltas.

Foto: Raquel
Foto: Michelle
Foto: Michelle
Foto: Michelle

Logo depois seguimos para a Prainha do Rio Novo que  tem muitos bancos de areia na margem, mas a mais conhecida e visitada é essa. Fica logo abaixo da Cachoeira da Velha fiquei impressiona pela brancura da areia e transparência da água, que forma uma espécie de piscina natural translúcida rodeada pela mata virgem, num ambiente de muita paz e calmaria. Muitos ficam por lá e lancham antes de seguir. Eu disse para a agência que tinham restrições alimentares, como minha intolerância a lactose, porém, eles não coloram alimentos específicos como combinado no pacote e fiquei só na fruta praticamente.

Foto: Jô Viajou

Tomei um banho rápido e logo fomos lanchar.

Foto: Jô Viajou

Areia da Prainha Rio Novo.

Foto: Jô Viajou

Após a prainha pegamos uma longa estrada rumo as famosas Dunas do Jalapão.

Foto: Jô Viajou

O Parque do Jalapão também é rico em dunas de areias alaranjadas, serras e chapadões de onde se pode avistar a paisagem com vegetação rasteira que mistura cerrado, campina e matas de galeria.

Foto: Jô Viajou

Ao chegar próximo da entrada das dunas já vimos a Serra do Espírito Santo que é um longo e reto platô de arenito é seguido pela formação em pirâmide em uma das pontas, uma silhueta inconfundível e que se tornou marca registrada da região.

Foto: Jô Viajou

A Serra do Espírito Santo está localizada ao lado das Dunas do Jalapão e é considerada a responsável pela formação do parque de areia. A rocha sofre de maneira perfeita a ação do vento que faz com que todo o material da erosão seja depositado no mesmo lugar, formando assim as dunas. Um fenômeno único no cerrado brasileiro. Nesse dia só tiramos foto, infelizmente não tínhamos tempo para fazer a trilha da Serra para chegar ao mirante. A partir do estacionamento dos carros, a trilha demora, em média, 50 minutos até o topo do primeiro mirante e mais meia hora até o segundo.

Foto: Michelle

Entrada das Dunas do Jalapão, com fila de Carros.

Foto: Jô Viajou

As Dunas do Jalapão surgiram a partir da erosão das serras rochosas da região ao longo do tempo, e são a segunda razão pela qual a região é chamada de deserto – a outra é a baixa densidade demográfica.

Foto: Jô Viajou
Foto: Jô Viajou
Foto: Jô Viajou
Foto: Jô Viajou

Quando subimos as dunas se pode avistar a Serra do Espírito Santo, as veredas de capim dourado e os lagos que são como oásis no meio do deserto. Objetos encontrados ali indicam que o lugar já foi o fundo de um oceano.  Assim como no mirante da serra, o nascer e o por do sol são espetáculos à parte, que compensam qualquer dificuldade para se chegar às dunas. Não é difícil subir as dunas.

Foto: Jô Viajou

Essas dunas são um espetáculo natural cuja altitude varia de 200 a 400 metros, de onde se descortina a bela paisagem de areias que refletem a luz solar em variados tons de dourado mesclado com o azul dos rios e, o verde da vegetação rasteira típica da região e dos buritizais que vicejam à beira de nascentes, tudo se mistura a bela paisagem da Amazônia Brasileira.

Foto: Jô Viajou

possível viajar durante dias pelo parque avistando somente animais típicos da região como lobos-guarás, emas, raposas, gambás, papagaios, araras muitos outros animais que compõem a fauna típica local. Eu não fiz essas atividades, mas você pode praticar trilha, canoagem, mergulho e outros esportes radicais e os pontos de hospedagem mais próximos ficam em Mateiros e São Félix. Qual seu tempo?

Foto: Jô Viajou

Esse foi o primeiro dia de tour, depois seguimos para Mateiros onde iriamos dormir. Aja estrada…

Vamos para a parte 2!

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